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você canta tão bonito, deixa todo mundo aceso e não percebe

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

zooética

a p a l a v r a v a i a 
b a r 
b e a 
r i a 
b a r - b a r i e!
v o a
p r a
v a l a

baba imperial

quando nada pela rua
a par, à mercê do tempo
arrastando as palmas nos muros,
um trago eu recomendo;
a sós
de ideias canhotas

de costas pro monumento
meus olhos são gaivotas

Like a virgin oswaldiano

ataque ao pico
fellini cheio de dente
ata que o pico
PAU
na semente
que o tal pica
explico
é pique pra gente

sábado, 25 de dezembro de 2010

amarelado

não deixemos o amor em meio a solidão das coisas
o meu amor
defendo com um xaxado
não o quero tatuagem deste mundo
desejo antes
o amor-filhote 
para cima, para baixo
carregado
bilingue a dois, nós
saber suas peças
catar o que lhe escapa
enterrar as promessas
para o sim, para o não
recarregado
um amor criado
à prova de m'água
que more na selva
sem nome sem contato
querendo seu namorado

domingo, 5 de setembro de 2010

Hermetismos pascoais

inda cedo,
seu olhar fez barulho
depois, muitos dias
seu olhar fez ritmo

tudo interrogo àqueles olhos
e minhas respostas são notas
pra qual das sete se muda seu sim?
e mais seu olhar compõe
e me atrai no assobio
e faz caminho,
sigo,
entra num ouvido
sai pela minha boca;
desafina

esses olhos
própria melodia piscam
e brinco com eles
detetive
tudo interrogo àqueles olhos
par soante,
mais música responde
e brigo com eles,
assassinam

dois instrumentos
solando às esquinas
me aviso em seu lugar:
sua, menina.

Liberalismo


A segunda traiçoeira
Me pôs às ruas
E zanzando
Mal acordado
Contava a solidão
Nos centavos
Assim, ordeno meu dia:
Cólera, coleira ou poesia

As velhas na janela
Com o dia a preencher
Malícia desde a hora seis:

Como que isto pode?
Senil aos 33
E o demente levanta cedo
Cego d`um olho
Louco do outro
Esse dá trabalho pra morte!

sábado, 27 de março de 2010

fisiologia do E aí?

...tenho fumado suas
letras, frases todas
as canetas
                                 tosse:

no momento cumulonimbus
a energia pára
alguém se queima
eu incenso:
compasso do chuviscar

displicente sorriso
é um doce denso
é um presente derretido
alagando seu abrigo